Pacquiao X Nike: Imagem não é nada, sede é tudo?

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Em um dos maiores cases publicitários da década de 90, a companhia Coca-Cola lançava a campanha “imagem não é nada sede é tudo” para o seu refrigerante Sprite. A grande sacada subvertia a própria ordem imposta pela empresa, que por anos se preocupou em inserir sua bebidas dentro do contexto familiar e do dia-a-dia das pessoas. Na ocasião, a campanha questionava a própria imposição da imagem e da mídia como ditadora de padrões. O slogan era claro: “obedeça sua sede, beba Sprite”.

A campanha obteve um estrondoso sucesso. Ainda que arriscada, a campanha entendeu a fundo o momento cultural da sociedade – sobretudo dos jovens – e o quais seus anseios.

Obedecer a sua sede, diz muito mais do que um simples call action. Trata-se de fazer o que você fala. Nos dias atuais, empresas buscam ser transparentes, verdadeiras, isentas e transmitir ao seu público alvo credibilidade e confiança.

É uma linha tênue, sobretudo em empresas globais, acertar o discurso que a torna imparcial em meio a uma sociedade cada vez mais plural.

No mais recente exemplo, o pugilista multicampeão Manny Pacquiao fez uma forte declaração homofóbica ao afirmar que o casamento gay, nos torna “pior que animais”. Resultado: teve seu contrato de patrocínio com a Nike rompido, dias após a declaração.

O boxeador que tinha contrato com a empresa desde 2006, afirmou entender a decisão da Nike mas manteve sua opinião contra o casamento gay, reiterando suas convicções religiosas.

Como vemos, não só empresas mas pessoas reverberam o impacto de suas opiniões em suas imagens. Para a Nike, um posicionamento como esse, conflita diretamente com sua abrangente parcela de consumidores homossexuais, um público alvo estratégico para a empresa que tem entre outros camisetas, tênis e diversos acessórios esportivos focados nesse público (mais informações, acessem matéria publicada pela Examehttp://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/esporte-executivo/2013/06/14/nike-lanca-acao-e-veste-camisa-com-o-publico-lgbt/).

A Nike, que outrora teve um sério dano de imagem causado por associação ao trabalho infantil, intensificou suas iniciativas institucionais em prol de uma imagem politicamente correta, ética e “isenta” de preconceitos e descriminações sejam elas de qualquer espécie, portanto, jamais admitiria ter em seu pool de atletas um posicionamento tão radical quanto ao do pugilista.

O que se destaca além da declaração foi o fato do atleta ter pedido desculpas horas depois o seu depoimento não por sua opinião mas pela forma como se expressou ao colocar “equivocadamente” a comparação a animais.

Evidencia aqui, duas questões: a primeira ao que se refere a falta de uma assessoria a um profissional de alta credibilidade no mundo inteiro ao fazer uma declaração no mínimo inapropriada. A outra, voltemos a questão chave do nosso artigo de hoje: a transparência. Ao obedecer sua sede, Manny foi como diriam alguns “sedento ao pote” e esqueceu  que ser íntegro aos seus valores e princípios não faz com que ele tenha que desrespeitar outras tantas pessoas, que muitas delas podiam ser até mesmo, fãs do esportista.

Em tempos de redes sociais, temos um megafone apontado para o mundo, ou mais especificamente alguns bilhões de pessoas, prontas para confrontar, discutir, avaliar, analisar cada vírgula de nosso discurso.

O patrocínio, mais do que um contrato mercadológico, é um alinhamento de valores entre empresa e “indivíduo”, na qual compartilham interesses em comum com o objetivo de engajar mais pessoas em torno de produtos e serviços.

Para Pacquiao, soa o gongo, pois o nocaute trará resultados negativos a sua imagem. E a Nike, cabe uma assessoria cada vez mais assertiva aos seus atletas, pois eles são o reflexo de sua imagem perante cada cliente.

Obedeça sua sede, mas não se esqueça: beba com moderação.

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O duelo das Operadoras e o Netflix: Os executivos precisam de óculos… e urgente!

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Miopia em marketing é um termo usado em marketing, bem como o título de um importante artigo em marketing escrito por Theodore Levitt. O artigo foi publicado pela primeira vez em 1960, pela Harvard Business Review, revista da qual ele era um dos editores. Miopia em Marketing se refere, basicamente a “se concentrar nos clientes em vez dos produtos.”

Mas o que na prática isso significa? Empresas nascem e morrem todos os dias, por motivos diversos. Mercado, gestão, economia, corrupção e tantos outros, encabeçam a lista de falências de organizações que sucumbem diante dos desafios da administração.

Acontece que cada vez mais empresas em todo o mundo estão sofrendo de um mal inerente ao seu próprio negócio e sem perceberem, entram numa cadeia irreversível de declínio. E o que acomete essas companhias? A tal miopia em marketing.

Na velocidade atual com que o mercado se transforma, executivos em todo o mundo estão tão focados e determinados a “sobreviver”, deixando o planejamento estratégico e a visão de futuro em segundo plano. Esquecem, que a visão de longo prazo não se trata apenas de prever a saúde financeira da organização, mas acima de tudo anteceder-se ao mercado e desenvolver sua cadeia de negócio.

Nesse contexto, empresas precisam compreender de maneira clara qual o seu mercado, não se limitando a gestão de produto e sim, na gestão de negócios.

São inúmeros os exemplos. Talvez um dos mais emblemáticos na história tenha sido a Apple, que por meio do seu fundador entendeu que seu negócio não era necessariamente a produção de computadores, mas de soluções tecnológicas para o usuário final.

Larry Page e Sergey Brin, ampliaram ainda mais essa visão ao tornarem o Google, ou mais precisamente o Alphabet. Inc, um conglomerado de soluções que vão desde fundo de investimentos passando pela biotecnologia.

A questão chave para essas empresas foi entender claramente o DNA que compõem seus serviços, produtos e sobretudo o capital humano que pode ampliar seus negócios.

A falta de uma visão sistêmica e de longo prazo está destruindo empresas, dia, após dia, como mostra pesquisa recente do IBGE, que constata que  metade das empresas fecham após 04 anos de sua criação.

E há previsões são nebulosas para alguns segmentos. Recentemente, em uma clara ofensiva aos serviços de streaming – mais precisamente ao Netflix –  as duas principais operadoras do Brasil, Sky e Net, estão estudando formas de atacar a plataforma e tentar estancar o crescimento do serviço, que já ultrapassa pouco mais de 3 milhões de usuários no país. Só em 2015, as empresas estimam ter perdido cerca de 1 milhão de assinantes.

Entre outros pleitos, as empresas querem pedir para a Ancine (Agência Nacional de Cinema) o pagamento da taxa da Condecine, que gira em torno de 3 mil reais por cada filme que a Netflix disponibiliza. Além disso, querem que os estados passem a cobrar ICMS das assinaturas, o que encareceria a mensalidade do serviço e pensem em formas de sobretaxar internautas, ou até mesma a própria plataforma, que usam a rede para acessar a locadora, sob a justificativa de que o streaming consome muita banda larga.

O exemplo citado, contextualiza com exatidão a teoria de Levitt. As operadoras são empresas de assinaturas ou são empresas que disponibilizam conteúdo de entretenimento para seus clientes? É fato que no caso acima, o tamanho dessas organizações já deveria permitir que elas enxergassem as mudanças do mercado em que atuam e se adaptassem as necessidades dos seus clientes. Nesse sentido, estão perdendo mercado para um concorrente direto que percebeu exatamente o que o consumidor queria: conteúdo variado, liberdade e autonomia na escolha da programação, preço mais justo e acessibilidade.

Tal como a lei da selva, só os fortes sobrevivem, porém os que enxergam longe, antecipam os perigos. A águia-de-asa-redonda, consegue focalizar um ratinho tentando se esconder no gramado enquanto voa a 5 mil metros de altitude. A essa distância consegue atacar de maneira precisa, prevendo cada movimento da sua presa. E em que lugar fica o homem nessa lista de visão? Ninguém sabe ao certo, mas certamente não chegaríamos nem no top 10. Até por isso, precisamos de oftalmologistas.

Fernando Mendes

Sócio Diretor da Cubbos

http://www.cubbos.com.br

 

 

 

Gestão de crise com endomarketing

banner-935469No Brasil, são muitas as terminologias que se confundem no campo da comunicação. Apesar de funções distintas, comunicação interna e endomarketing devem ser complementares e quando bem utilizadas, são pilares estratégicos em momentos de gestão e prevenção de crises.

Nesse sentido, a transparência com os colabores é essencial. 

Confira matéria do Mundo do Marketing:

https://www.mundodomarketing.com.br/reportagens/planejamento-estrategico/35398/endomarketing-ganha-ainda-mais-importancia-na-crise.html

 

 

As novas agências de comunicação no Brasil

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Uma importante reflexão sobre como as agências precisam orientar seus negócios e por consequência as estratégias de seus clientes.

Excelente visão ao destacar que não se trata de romantismo, mas de uma formato de se realizar negócios que está falido no mundo todo.

As agência precisam captar essa nova relação entre consumidor e empresa.

Acompanhem essa excelente entrevista:

http://www.meioemensagem.com.br/home/comunicacao/noticias/2016/01/19/Geracao-de-novos-comportamentos.html

o marketing em 2016: qual será a tendência?

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Entra ano e sai ano e jornalistas, especialistas e críticos começam a difícil arte da previsão. Qual será o cenário econômico, qual a estimativa do PIB, qual será a taxa de inflação, ou qual a expectativa de crescimento (se é que ela existe).

Fato é que nos agarramos nas previsões como indicadores para nossos planejamentos e a partir daí iniciar mais uma batalha no campo das expectativas.

Aos profissionais de comunicação e marketing, o desafio é árduo uma vez em que essa área foi uma das mais afetadas pela crise que assola o país, segundo dados da MeSeems, por meio de pesquisa realizada no final do semestre de 2015.

Budget enxuto, equipe menor e maior pressão por resultados. O quadro evidencia um ano de arrojo nas áreas de comunicação e marketing, abrindo pouco espaço para criatividade e inovação.

“Ainda assim, o marketing tem sido uma das áreas que mais se modificaram nos últimos anos por meio das estratégias digitais e com isso, ampliou-se o leque de soluções e redução de custos”, afima Fernando Mendes, sócio-diretor da agência de comunicação Cubbos.

Para o executivo, o campo do marketing abrange novas estratégias de alcançar resultados e algumas dessas tendências já tornaram realidade. Confira algumas listas pelo executivo:

Content marketing

Não é de hoje que as agências e empresas entenderam o poder do content marketing na atração de leads. A geração de conteúdo tem que ser observada como parte do discurso de venda em todas etapas de comunicação com o cliente. Nos dias atuais, a história por trás de uma empresa, conta muito. E não basta ter a história mas saber como contá-la ao seu público alvo. Quem está atento a isso, está tendo uma visão de longo prazo no ciclo de vida de seus produtos e de sua marca.

Além disso, há o custo benefício de se ter uma boa estratégia de content. Segundo artigo do Marcelo Miranda, CEO da Precon Engenharia para o portal Exame, o custo por lead com marketing tradicional é de R$ 19, enquanto que, com content marketing, esse custo cai para R$ 10.

Mas não pense que trata-se de um plano de ação fácil. Segundo a pesquisa Content Marketing no Brasil – Benchmarks, Orçamentos e Tendências 2016 (disponível para download) o nível de confiança das empresas e profissionais de comunicação quanto a eficácia de suas estratégias em contant, diminuiu 14% em relação ao relatório da pesquisa anterior (2013-2014).

Em síntese, o relatório aponta uma discussão muito importante acerca da eficácia em si: o que é ser eficiente em content? Há de avaliar muitos aspectos do ponto de vista do público que quer ser alcançar e como mencionado mais acima, qual e como levar um conteúdo relevante.

Omnichannel

A abordagem desse conceito esteve sempre muito arraigado ao varejo. Porém, não mais. As empresas preocupavam muito onde elas queriam estar, mas agora elas precisar se orientar por onde o cliente está. Nesse sentido, oportunidades de interação com o cliente surgem nos mais diferentes locais e é preciso ter a ferramenta ou estratégia adequada para não perder uma venda sequer, seja loja física, site, mobile, eventos. Saiba tudo sobre o estilo de vida e comportamento do seus cliente e esteja onde ele estiver.

Atualmente, o país está entre os 10 maiores mercados de e-commerce no planeta, com 3% das vendas totais correspondentes a esse mercado. Apesar de pequeno se comparado as vendas presenciais, basta conferir o crescimento de ambos: enquanto as vendas em lojas físicas crescem em média 3% ao ano, as lojas virtuais registram uma média de 15% a 30% ao ano. Essa projeção se lança ferozmente nos países emergentes e as empresas que não se atentarem a essa necessidade de fusão de cais, estará obsoleta.

Obviamente, um dos pontos críticos na construção de estratégias em omnichannel é o orçamento. Nesse sentido, a questão passa muito mais por estar em quantos locais forem possíveis sem que isso impacte no budget, exposição de caixa, entre outros aspectos. Ainda assim a importância de saber onde o seu cliente está e como ele se comporta em cada canal de venda é de suma importância para priorizar ou prever investimentos.

Mobile, mobile e mobile 

Se você ainda não se convenceu de o mobile será um canal de vendas tão importante quanto qualquer outro canal, desista de ler esse artigo, porque não serei eu que vou conseguir.

O mercado nacional de publicidade móvel aumentou 400% entre 2012 e 2013 com uma taxa de crescimento de 11% ao mês, de acordo com o relatório State of the Mobile Advertising (SMA). Até abril de 2013, a demanda por este tipo de anúncio cresceu 372% em comparação ao ano anterior.

Mais de 80% da população brasileira possui aparelhos celulares de acordo com dados da Target Group Index e do Ibope Nielsen Online. O estudo indica também que 84% dos usuários brasileiros fazem uso da rede em seus smartphones para “ganhar tempo” ou “ocupar o tempo”. Ao todo, são 250 milhões de aparelhos, com 79% sendo celulares convencionais e 21% sendo smartphones, de acordo com levantamento da consultoria Teleco.

Eu poderia listar outras 10 pesquisas e uma infinidade de relatórios que apontam a consolidação do mobile no país, mas aqui o que importa é a relevância dessa estratégia no plano de ação de captar leads por meio de notícias, vídeos, aplicativos e uma série de outros conteúdos que convergem para venda de produtos e serviços.

Nesse sentido, a exemplo das outras tendências discutidas nesse artigo o budget deve ser bem analisado pois o investimento em mobile despende investimento técnico e financeiro que se não bem alocado pode ser um tiro no pé quanto a eficácia. Aplicativo ou site? Facebook ou Instagram? Plataforma própria de e-commerce ou market place? Saber qual o melhor investimento no mobile novamente vai de encontro ao entendimento exato de quem é e como se comporta ou seu cliente. Ferramentas, não faltam.

 

 

 

 

 

 

 

 

Em marketing, assuma o erro e rápido!

Um lançamento mal sucedido pode ser uma tragédia para qualquer empresa. Mas se a empresa tiver dinamismo e coragem em admitir o erro, o que poderia ser um enorme problema, pode se tornar um case respeitado e admirado pelos seus formadores de opinião e clientes.

Confira esse artigo e o case da Halls:

https://www.linkedin.com/pulse/transformando-um-erro-de-marketing-em-uma-%C3%B3tima-campanha-karan-novas?trk=hp-feed-article-title-hpm Continuar lendo “Em marketing, assuma o erro e rápido!”